sábado, 22 de junho de 2013

Sugestão de Leitura VII - Meu primeiro beijo

Já que o principal foco deste blog é o Curso de Formação de Educadores "Melhor gestão, Melhor ensino", como eu pude esquecer de postar as sugestões de leitura que estamos trabalhando nos nossos planos de aula?
Pois é, aqui vai o primeiro deles...

Meu Primeiro Beijo

Antonio Barreto

Cena do filme "Meu primeiro amor", de 1991
(Fonte da imagem: Google)
       É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:

"Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"

E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos: - A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânicas; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!

BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.

Dicionário de Língua Portuguesa On Line


Dicio.com.br

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sugestão de Situação de Aprendizagem

Situação de Aprendizagem - Gisele Almeida Machado de Andrade

Tema:  Crônica narrativa e sua estrutura
Objetivo: Conhecer a estrutura do gênero crônica narrativa, foco narrativo e tipos de  discurso (direto e indireto) .
Justificativa: Reconhecer dentro da tipologia narrativa, o gênero crônica.
Público Alvo: 7ºs Anos do Ensino Fundamental.
Tempo Previsto: 4 aulas.
Procedimentos metodológicos: expor o gênero crônica, levantar conhecimentos prévios por meio de debate; apresentar  o texto “Avestruz”, por meio de uma leitura compartilhada. Produção de diálogos entre os personagens do texto, usando o discurso direto. Reescrita do texto mudando o foco  narrativo.
Recursos: Cópias do texto “Avestruz” de Mário Prata, lousa.


Avaliação
: Participação do aluno. Observar se o aluno atingiu as competências e habilidades nas diferentes atividades.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sugestão de Situação de Aprendizagem Plano de Aula MGME


Professora Gislaine

“Avestruz”
(Mário Prata)

Objetivos
Estimular o gosto pela leitura;
Desenvolver a competência leitora;
Desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
Estabelecer relações entre o lido/vivido ou conhecido (conhecimento de mundo);
Perceber as particularidades do gênero Crônicas.

Conteúdos
Texto: Avestruz de Mário Prata;
Figuras de linguagem (ironia), análise e interpretação;
Gênero Crônica.

Tempo estimado: Cinco aulas.

Série: 9º ano

Material necessário
- Uma cópia para cada aluno do texto “Avestruz” de Mário Prata
- Se possível, um computador ligado à Internet;
-Imagens do animal citado no texto.

Desenvolvimento

1ª etapa: Sondagem oral
Pergunte se os alunos já ouviram falar sobre o animal. Conhecem ou já viram algum de perto? E sobre Crônica, já ouviram falar?
A partir desta primeira sondagem, inicie sua aula, apresentando à turma o texto.

2ª etapa: leitura compartilhada do texto "Avestruz"
Leia com a turma o texto "Avestruz" e peça que os alunos comentem suas impressões gerais. Em seguida pergunte se, após a leitura, as ideias que tinham a respeito do animal se mantiveram ou foram alteradas? Justifique.

Estratégias
Divida a turma em grupos para discutirem as seguintes questões:

  • A crônica geralmente é um texto curto e leve, escrito com objetivo de divertir o leitor e /ou levá-lo a refletir criticamente sobre a vida e o comportamento humano. Como estes dois objetivos estão presentes na crônica escolhida?
  • O narrador presente na crônica pode ser do tipo observador ou personagem. Como é o narrador da crônica analisada?
  • A crônica emprega geralmente a variedade padrão informal em linguagem curta e direta, próxima do leitor. Analise a linguagem empregada na crônica.


Sugestão de atividades
Ainda em grupos os alunos podem partir de situações do cotidiano para a produção de textos, identificar episódios domésticos e comentá-los em forma de pequenas crônicas.

Avaliação
A avaliação deve ser individual, ainda sobre o gênero crônica, o aluno deve produzir um pequeno texto de acordo com a forma estudada.









Sugestão de situação de aprendizagem - Primeiro beijo

Plano de aula - MGME
Séries: 8º ano do E.F.
Professora: Guadalupe
Tempo de duração: 3 a 4 aulas
Disciplina: Língua Portuguesa
Temática: Dia dos Namorados
Objetivos: Leitura e Produção de texto
Objetivos específicos: englobar as capacidades de leitura: ativação de conhecimentos prévios; antecipação ou predição de conteúdos; levantamento e checagem de hipóteses; comparação de informações; percepção de relações de intertextualidade; percepção de outras linguagens; elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas. Produção textual do gênero injuntivo e da tipologia receita.
Conteúdo: Texto “Meu primeiro beijo” de Antônio Barreto e filme curta-metragem ganhador do Oscar 2013 “Paperman”, da Walt Disney Animation Studios.
Estratégia:
  • Leitura compartilhada do texto e apresentação do filme
  • Roda de conversa
  • Proposta de produção textual do gênero injuntivo, da tipologia receita: “Como seria um primeiro beijo ideal?”
  • Troca das produções e avaliação do texto do colega (revisão)
  • Reescrita do texto revisado (caso necessário)
Recursos: Cópias do texto “Meu primeiro beijo” de Antônio Barreto; cópia do filme “Paperman” em DVD ou pen-drive; equipamento digital (aparelho de DVD, notebook, computador e/ou data-show).

Avaliação: A avaliação será contínua, englobando a observação dos alunos na roda de conversa, a interação entre alunos, a colaboração e a produção textual, que será o produto final deste plano de aula.

Observação: Para a apresentação do filme, pode-se também levar os alunos à sala de informática com computadores conectados à internet e utilizar o seguinte link: Disney's Paperman

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Primeiro Beijo - uma sugestão de trabalho


Primeiro Beijo

Público Alvo: 7º a 9º anos
Tempo Previsto: 6 aulas

Objetivos:

1) Analisar e identificar o gênero crônica;

2) Interpretar e verificar os vários recursos utilizados por autores brasileiros;
3) Identificar aspectos e características do gênero;
4) Caracterizar o narrador da crônica.

Conteúdos

Sugestões de leitura

  • "Comédia para se Ler na Escola", Luiz Fernando Veríssimo, Editora Objetiva.
  • "Para Gostar de Ler: Crônicas", Vários autores (volumes 5 e 7), Editora Ática.
  • "Sobre a Crônica", Ivan Ângelo, Revista Veja São Paulo, 25 de abril de 2007.

Procedimentos:
1º Questionar os alunos sobre assuntos relevantes sobre seu cotidiano que possam ser transformados em textos. O professor pode mencionar uma coisa que ele veja em sala de aula para servir de início. Espera-se que os alunos mencionem coisas da vida deles como pequenas intrigas, fim de semana, etc;
2º Registrar na lousa os tópicos levantados;
3º Colocar na lousa a expressão "Meu Primeiro ..." e pedir que os launos completem a expressão. Espera-se que os alunos completem com situações como: "Meu primeiro passeio, skate, namorado, videogame, celular, etc";
4º Leitura do texto "Meu Primeiro Beijo", feita pelo professor;
5º Após a 1º leitura o professor entrega o texto para os alunos. e lança algumas questões relacionadas ao vocabulário e elementos da crônica;
6º Os Alunos realizam a 2ª leitura para contextualizar e relacionar com outras atividades do seu cotidiano;
7º Introdução de outras crônicas;
8º Neste momento os alunos irão escolher um fato pertinente ao texto lido, e produzirão uma crônica.
Avaliação: apreciação dos trabalhos que poderão ser lidos, colocados em um painel, e até postados em um blog
Observações: é importante, na condução da atividade, o professor não se perder na temática e focar em um assunto que possa gerar polêmica por esbarrar em questões que se aproxima da vida afetiva e sexual. O objetivo central que é o trabalho com a crônica tem que ser mantido, e qualquer outra coisa que se possa extrair do texto deverá ser feita de forma implícita pelo aluno.

domingo, 16 de junho de 2013

Sugestão de Leitura III - Complexo de Cinderela

Mulheres, leiam este livro!



A tese deste livro é a de que a dependência psicológica – o desejo inconsciente dos cuidados de outrem – é a força motriz que ainda mantém as mulheres agrilhoadas. Denominei-a “Complexo de Cinderela”: uma rede de atitudes e temores profundamente reprimidos que retém as mulheres numa espécie de penumbra e impede-as de utilizarem plenamente seu intelecto e criatividade. Como Cinderela, as mulheres de hoje ainda esperam por algo externo que venha a transformar sua vida. Mesmo aquelas mulheres aparentemente cheias de êxito em suas carreiras e vidas privadas ainda tendem a subordinarem-se aos outros, deles se tornarem independentes e, inadvertidamente, devotarem a maior parte de suas energias em busca de amor, ajuda e proteção contra o que é visto como difícil, ou desafiante, ou hostil no mundo. (…) O “desejo de salvação” me parece um ponto importante. Fomos ensinadas a crer que, por sermos mulheres, não somos capazes de viver por nossa absoluta conta, que somos frágeis e delicadas demais, com absoluta necessidade de proteção. De forma que agora, na era da conscientização, quando nossos intelectos nos ditam autonomia, o emocional não-resolvido derruba-nos. A um só tempo almejamos libertar-nos dos grilhões, e ter quem (cuidando de nós) os recoloque. Nossas propensões à dependência encontram-se, em geral, profundamente enraizadas. A dependência é ameaçadora. Ela nos enche de ansiedade, pois remete-nos à infância, quando realmente éramos indefesas. (…) Mas o que é que “segura” as mulheres? O medo, responde a Dra. Symonds. Não querer experimentar a ansiedade intrínseca ao processo de crescimento. Isso tem a ver com a forma com que foram criadas. Quando crianças, as mulheres não aprendem a ser assertivas e independentes; pelo contrário, são ensinadas a serem não assertivas e dependentes.’ fonte http://praminhafilha.wordpress.com/2010/01/17/complexo-de-cinderela/